MATÉRIA: AVALIAÇÃO NUTRICIONAL - terceiro ano
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Avaliação Nutricional: - Química | - Antropometria | - Dietéticos | - Bioquímica (exames)
NÃO POSSO PEDIR EXAME DE IMAGEM. SOMENTE DIAGNÓSTICO NUTRICIONAL
* Capazes de detectar as deficiências nutricionais em estágios iniciais;
* Avaliam mudanças em um curto período de tempo;
* Micronutrientes somente podem ser avaliados por exames bioquímicos
Como solicitar os exames durante a prática clínica? Para que a sua solicitação seja aprovada, você
deve preparar um receituário composto pelos seguintes itens:
• O seu nome completo.
• O número do seu Conselho Regional de Nutrição.
• Os seus dados (telefone, endereço e e-mail).
• O nome completo do paciente.
• A lista de todos os exames.
• O carimbo. • A assinatura
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PLANOS DE SAÚDE:
A solicitação de exames laboratoriais necessários ao acompanhamento dietoterápico e atividade foi estabelecida pela Lei Federal n° 8.234, no Art.
4°, inciso VIII. “Atribuem-se, também, aos nutricionistas as seguintes atividades, desde que relacionadas
com alimentação e nutrição humanas: [...] solicitação de exames laboratoriais necessários ao acompanhamento dietoterápico”.
Além disso, há a Resolução do Conselho Federal de Nutricionistas (CFN) n° 306/2003, que dispõe sobre critérios para a solicitação de exames laboratoriais (mas não lista os exames). Também há
a Resolução CFN n° 380/2005, que dispõe sobre a definição das áreas de atuação do nutricionista e
as atribuições. A área da nutrição clínica é definida como atividade complementar e há a exposição
da solicitação de exames laboratoriais necessários à avaliação nutricional, à prescrição dietética e à
evolução nutricional do cliente/paciente. Por fim, há a Resolução CFN n° 417/2008, que dispõe sobre
o procedimento nutricional dos nutricionistas. Entretanto, a Lei Federal n° 9.656/1998, que dispõe sobre planos de seguros de assistência à saúde,
no Art. 12, facilita a oferta, a contratação e a vigência dos produtos definidos no plano-referência com
a exigência de que a cobertura de serviços de apoio diagnóstico, tratamento e demais procedimentos
ambulatoriais seja solicitada pelo médico assistente.
O Conselho Regional de Nutricionistas da 8° Região utilizou a Lei n° 8234, de 17 de setembro de 1991,
para mencionar que, quanto ao profissional nutricionista, a solicitação dos exames laboratoriais necessários ao acompanhamento dietoterápico é um requisito essencial, inclusive, para a prescrição dietética.
O conselho ainda recomenda aos nutricionistas que, no início do atendimento nutricional, esclareçam aos pacientes quanto ao seguimento, considerando as diretrizes de utilização para o número
de consultas estabelecidas pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) como cobertura obrigatória dos planos de saúde com a patologia ou a situação nutricional do indivíduo. Também cabe ao
paciente exercer à cidadania, procurando a garantia dos direitos em conjunto aos órgãos de defesa do
consumidor, ao Ministério Público (promotores de justiça), nas representações regionais da Agência
Nacional de Saúde Suplementar (ANS) ou delimitando defensores para judicialização.
O Conselho Regional de Nutricionistas da 3° Região, utilizando a Lei Federal nº 8.234/1991,
no Art. 4º, inciso VIII, a Resolução CFN nº 306/2003, a Resolução CFN nº 600/2018 e a Resolução
CFN nº 417/2008, afirma que a Justiça Federal julgou procedente o pedido do Conselho Federal
de Nutrição feito na Ação Civil Pública, para que a ANS atualize o Rol de Procedimentos e Eventos
em Saúde, a fim de que conste que o nutricionista pode solicitar exames laboratoriais necessários
ao acompanhamento dietoterápico, com a consequente cobertura de pagamento pelos planos de
saúde. Essa decisão assegura que todas as operadoras de planos de saúde devem cobrir os exames
laboratoriais necessários ao acompanhamento dietoterápico prescrito por nutricionistas. Essa decisão, contudo, ainda está pendente de julgamento final. Além disso, é defendido que cabe ao paciente
exercer à cidadania, procurando a garantia dos direitos dele.
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EXAMES:
Observe
cada interação que possa ocorrer, tanto alimentar quanto medicamentosa, até as interações entre os
próprios exames. Você tem a responsabilidade de interpretar todos os resultados.
o diagnóstico deve ser feito pelo
médico. O nosso trabalho é apenas avaliar os exames aliado ao diagnóstico nutricional!
Segue uma lista de exames que você poderá solicitar:
• Avaliação nutricional: hemograma completo, proteínas totais, proteína ligadora do retinol,
Índice de Creatina-Altura (ICA) e anemia: ferro, transferrina, ferritina, capacidade total de
ligação do ferro.
• Doenças cardiovasculares: triglicérides, colesterol total, HDL, LDL, VLDL, apolipoproteína
A e apolipoproteína B.
• Tireoide: TSH, T4 (total e livre), T3 e Globulina Ligadora de Tiroxina (TGB).
• Doença endócrina: glicemia, teste oral de tolerância à glicose, insulina, peptídeo C e hemoglobina glicada.
• Doenças renais: gasometria, ureia, creatinina, sódio, cálcio (total e iônico), potássio sérico,
fósforo sérico, magnésio sérico, ácido úrico, citrato, proteína e filtração glomerular.
• Doenças hepáticas: Alanina Aminotransferase (ALT), Aspartato aminotransferase (AST),
Gama GT (GGT) e bilirrubina.
• Cirurgia bariátrica e desordens: ácido fólico, cálcio total, cálcio iônico, ferro, zinco, sódio,
fósforo, selênio, cloro e vitaminas B12, A, C, E, K, B6, B2 e D3.
• Outros exames: Hormônio Adrenocorticotrófico (ACTH), Hormônio Antidiurético (ADH),
calcitonina, cortisol, Hormônio Folículo Estimulante (FSH), Hormônio do Crescimento (GH),
progesterona, prolactina, testosterona, amilase amônia, beta HCG, ceruloplasmina, frutosamina,
gastrina, leptina, oxalato e tempo de protrombina.
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A hemoglobina glicada é
considerada o exame laboratorial de rotina aplicado a todos os pacientes
diagnosticados com diabetes mellitus, fundamental para documentar o
controle glicêmico.
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AMOSTRAS:
A seguir, conheceremos as amostras mais comuns para a análise de nutrientes, de acordo com Mahan,
Escott- Stump e Raymond (2012):
• Sangue total: contém glóbulos vermelhos, glóbulos brancos e plaquetas.
• Soro: corresponde a um líquido com remoção do coágulo e das células sanguíneas.
• Plasma: líquido composto por água, proteínas sanguíneas, eletrólitos e fatores de coagulação.
• Células sanguíneas: visa medir o conteúdo celular de algum composto.
• Eritrócitos: visa identificar os glóbulos vermelhos.
• Leucócitos: visa identificar os glóbulos brancos e as frações de leucócitos.
• Manchas de sangue: composto pelo sangue total seco coletado a partir da perfusão do dedo
ou do calcanhar.
• Urina: visa observar os metabólitos secretados.
• Fezes: importante na análise nutricional quando os nutrientes não são absorvidos e estão presentes no material fecal.
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HEMOGRAMA (hematologia)
Você sabe
o que esse exame representa? Ele compreende os exames de tempo de sangramento, coagulação, de
protrombina, tromboplastina parcial e contagem de plaquetas. O eritrograma, por sua vez, é o responsável por avaliar o eritrônio, ou seja, envolve de 25 a 30 trilhões de eritrócitos circulantes e até o tecido
eritroblástico da medula óssea. Qual seria a função do eritrônio? Ele é responsável pelo transporte de
oxigênio do pulmão para os tecidos, a partir do conteúdo hemoglobínico da massa eritróide. Logo, caso
ocorra uma patologia, ela será essencialmente quantitativa. Se, porventura, um eritrônio trabalhar de
maneira insuficiente, acarretará em uma anemia, a partir da diminuição da hemoglobina sanguínea,
o que por, muitas vezes, pode vir acompanhada por uma baixa contagem de eritrócitos. Portanto, o
eritrograma pode ser útil para quantificar e ajudar no diagnóstico de quadros de anemia e poliglobulinas (alteração na parte circulante do eritrônio) .
O uso dele é muito difundido, pois, além de ser parte integrante da triagem
de saúde, auxilia no diagnóstico de doenças infecciosas, emergências médicas, doenças crônicas, pré-
-cirúrgicos e no acompanhamento de pacientes que estão em quimioterapia e radioterapia, ou seja, o
hemograma se faz presente em diversas patologias.
O que seria a hemoglobina? Ela é considerada uma proteína
que gera cor vermelha nos eritrócitos e carrega oxigênio por todo organismo.
➢ Contagem total de hemácias.
➢ Dosagem de hemoglobina (Hb).
➢ Determinação do hematócrito (Ht).
➢ Índices hematimétricos.
▪Volume Corpuscular médio (VCM) (tamanho)
▪Hemoglobina Corpuscular média (HCM) (peso)
▪Concentração de Hemoglobina Corpuscular média (CHCM)
▪Distribuição do tamanho das hemácias
➢ Leucometria global (Contagem Global de Leucócitos) e Específica
(Contagem Diferencial de Leucócitos) .
➢ Exame microscópico do esfregaço de sangue corado.
❖ ÍNDICES HEMATIMÉTRICOS.
➢ Volume Corpuscular Médio (VCM): representa o volume médio
da população de eritrócitos ou hemácias;
▪ Utilizado para avaliar o tamanho médio das hemácias;
❖ Tamanho normal= NORMOCÍTICAS
❖ Diminuídas= MICROCÍTICAS
❖ Aumentadas= MACROCÍTICAS
❖ ÍNDICES HEMATIMÉTRICOS.
➢ A HCM (Hemoglobina Corpuscular Média) calcula o peso médio
da hemoglobina presente nas hemácias.
• Útil no diagnóstico de anemias.
▪ Valores DIMINUÍDOS: anemia ferropriva e microcítica.
▪ Valores AUMENTADOS: associado à anemia macrocítica.
Temos uma infinidade de exames presentes no hemograma. Todavia, como eles são apresentados em
um exame?
Um estudo realizado
pela Pesquisa Nacional de Saúde (PNS) descreveu os valores de referência para exames laboratoriais
de hemograma da população brasileira, diferenciando-os por sexo, idade e cor da pele. Esse estudo é
de suma importância, pois os valores de referência são adaptados para cada perfil, tornando-se mais
individual, o que auxilia os profissionais da saúde na interpretação dos resultados de maneira eficiente
e proporciona um melhor atendimento, cuidado, diagnóstico e tratamento de doenças.
Como método comparativo, temos os valores hematológicos de referência para adultos considerando
o sexo, de acordo com Bain, Battes e Laffan (2017).
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INDICADORES PROTEICOS
VISCERAIS (PLASMÁTICOS)
❖ PROTEÍNAS TOTAIS.
▪ Soma de todas as proteínas presentes no plasma. Dentre as mais
importantes, estão: albumina, transferrina, pré-albumina e proteína
transportadora do retinol, sendo de suma importância como marcadores
do estado nutricional protéico.
▪ O exame é considerado confiável, visto que a síntese das proteínas
hepáticas depende de aminoácidos disponíveis.
▪ Logo, um paciente com desnutrição se encontrara com a deficiência.
❖ Esse método carrega outra vantagem, considerando a comparação dele
com outros métodos de avaliação da alteração do estado protéicocalórico: a mensuração é mais precisa, rápida e barata (SAMPAIO et al.,
2012).
❖ Proteínas séricas: instrumento de avaliação de desnutrição é um
importante e confiável medidor.
ALBUMINA
❖ Proteína mais abundante circulante do plasma e dos líquidos
extracelulares.
❖ Parâmetro mais utilizado.
❖ Possui meia-vida longa: 18 a 20 dias;
❖ Tem baixa sensibilidade para avaliar a desnutrição aguda, porque
possui meia vida longa.
❖ Transportadora universal: cálcio, enzimas, zinco, magnésio, cobre,
aminoácidos, ácidos graxos, etc.
❖ Controle da pressão coloidosmótica (oncótica) do plasma:
preservando a distribuição de água nos compartimentos corporais.
Normal >3,5g/dl
Depleção Leve 3,0 a 3,5g/dl
Depleção Moderada 2,4 a 2,9g/dl
Depleção Grave <2,4g/dl
a concentração de
albumina plasmática se eleva nos pacientes que estão em recuperação de um estresse metabólico e/ou
desnutrição energético- proteica. O uso dela como indicador nutricional
pode apresentar algumas limitações, incluindo:
• Situações de estresse metabólico (trauma, sepse, queimaduras, infecções/inflamações).
• Edema.
• Má absorção intestinal.
• Doenças hepáticas.
• Síndrome nefrótica.
• Insuficiência renal crônica.
• Insuficiência cardíaca congestiva.
• Hiper-hidratação.
• Câncer.
• Eclampsia.
• Idosos.
• Carência de zinco.
TRANSFERRINA
❖ Outro indicador protéico visceral plasmático é a transferrina, que
corresponde a uma globulina transportadora de ferro sérico no
plasma.
❖ Ela tem meia-vida mais curta que a albumina, porém ainda não
corresponde de forma rápida em situações de desnutrição.
❖ Não é um índice de avaliação ideal quando a anemia por deficiência
de ferro e a desnutrição energética-protéica estão presentes.
Normal 200 a 400mg/dl
Depleção Leve 150 a 200mg/dl
Depleção Moderada 100 a 150mg/dl
Depleção Grave <100mg/dl
PROTEÍNA TRANSPORTADORA DO RETINOL
❖ FUNÇÃO: transportar a vitamina A (retinol) no plasma.
❖ Meia-vida é curta e pode ser a mais sensível perante as mudanças
nutricionais, se comparada a pré-albumina, a transferrina e a
albumina.
Normal 3 a 5 mEq/dl
Depleção <3mEq/dl
As proteínas plasmáticas têm forte correlação com
o estado nutricional e os quadros de inflamação que um paciente pode apresentar. Diante disso, em
situações de estresse metabólico, como trauma, sepse, determinadas cirurgias, quadros de queimadura,
infecções e inflamações, pode haver a liberação de citocinas, interleucinas e fator de necrose tumoral. O
que isso significa? Eles reorientam a síntese hepática de proteínas plasmáticas, o que, consequentemente,
pode acarretar em um aumento da degradação de proteínas musculares, visto a elevada demanda de
energia durante uma resposta inflamatória.
PROTEÍNA C REATIVA
há um
aumento da proteína c reativa da fase aguda no fígado. devem estar em < 0,9 mg/dl e estão relacionados ao grau e
à intensidade da resposta metabólica. Portanto, quanto maior for a injúria que um paciente apresentar,
maiores serão os valores apresentados perante à resposta metabólica. Caso o paciente apresente valores
elevados de proteína C reativa ainda mais persistente, é um indicativo de que determinada resposta
metabólica está descontrolada, podendo estar relacionada à morbimortalidade de pacientes. Ao final
da fase aguda de uma inflamação, os valores retornam ao normal de forma espontânea. Portanto, é considerada útil para monitorar reações de estresse e realizar intervenções nutricionais de forma pontual.
O principal teste imunológico usado é a Contagem Total de
Linfócitos (CTL), que mede as reservas imunológicas momentâneas. Trata-se de um bom indicativo
para as condições dos mecanismos de defesa celular do organismo e é uma maneira indireta de avaliar
a capacidade dos sistemas imune humoral e celular. A CTL pode ser calculada a partir do leucograma, utilizando o percentual de linfócitos e contagem
de leucócitos:
CTL= % linfócitos x leucócitos/ 100
Depleção leve 1.200 a 2.000/ mm3
Depleção moderada 800 a 1.199/ mm3
Depleção grave <800/ mm3
Também podemos avaliar um paciente por meio do
Balanço Nitrogenado (BN), que permite avaliar o grau de equilíbrio nitrogenado a partir de uma
boa verificação da eficácia nutricional. No entanto, ele não é um indicador do estado nutricional. O
uso dele tem boa aplicabilidade para monitorar a ingestão dos pacientes com nutrição parenteral ou
sonda enteral, além dos pacientes que recebem suporte nutricional de curta duração.
Como realizar o cálculo desse balanço? Aproximadamente 16% da massa proteica é nitrogênio e
pode ocorrer uma perda pelo suor, fezes, somado o nitrogênio não proteico de aproximadamente 4g/dia.
BN= Nitrogênio ingerido – Nitrogênio excretado
Sendo que:
Nitrogênio ingerido= Proteína dieta (g)/ 6,25
Nitrogênio excretado= Concentração de nitrogênio uréico urinário (g/dia) + 4 g (fecal + suor + N2(ao quadrado) não proteico)
tabela 1:
Normal 0 ou +
Depleção leve -5 a -10
Depleção Moderada -10 a -15
Depleção Grave >-15 (ex: sepse)
tabela 2:
BN negativo | Ingestão < Excreção | Catabolismo
BN positivo | Ingestão > Excreção | Anabolismo
BN equilíbrio | Ingestão = Excreção | --------
Entretanto, o balanço nitrogenado tem limitações de uso, assim como podemos visualizar no Quadro 3.
tabela 3:
DIETA
Análises: estado de hidratação; doenças renais; perdas anormais de nitrogênio em decorrência de
diarréia, queimaduras extensas, fístulas gastrointestinais etc.
Imprecisão da coleta das amostras, como perda de urina, erros nos tempos de coleta e coleta de
fezes incompleta.
Dificuldade em estimar a ingestão de proteínas, principalmente daqueles indivíduos que consomem
dieta via oral. Estimativa inadequada da ingestão e perdas de nitrogênio.
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O Colesterol é produzido pelo fígado, sendo um componente estrutural importante da membrana celular e precursor dos ácidos biliares e hormônios esteroides.
❖ O cálculo do COLESTEROL TOTAL representa a soma do colesterol contido nas frações:
✓ 60 a 70 % transportados pela LDL lipoproteína
✓ 20 a 35 % transportados pela HDL lipoproteína
✓ 5 a 12 % transportados pela VLDL lipoproteína
❖ A avaliação do CT (Colesterol Total) é recomendada para mensurar o RISCO CARDIOVASCULAR. ❖ Quando elevado, detecta distúrbios dos lipídeos sanguíneos e potencial risco para doença aterosclerótica. ❑ VR (Adultos > 20 anos): < 190 mg/dL
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COLESTEROL TOTAL: Desejável abaixo de 190mg/dl
HDL - bom (limpa as artérias) Nível ideal: MAIOR QUE 40mg/dl
LDL - ruim (em excesso entope artérias) Nível ideal: MENOR QUE 130mg/dl
VLDL - indica concentração de TRIGLICERIDEOS no sangue, em excesso é prejudicial. Nível ideal: MENOR QUE 150mg/dl (em jejum)
EXAME LABORATORIAL:
LIPÍDIOS SÉRICOS DOENÇA CARDIOVASCULAR
inclui: colesterol total, as lipoproteínas de alta densidade (HDL), as lipoproteínas de baixa densidade (LDL) e os triglicerídeos. Apesar de o exame ser usado para estimar o risco de desenvolvimento de doenças cardiovasculares, analisar o perfil lipídico pode dar abertura para o estudo de uma associação à desnutrição.
Um ponto especial se deve aos idosos, visto que o exame vem sendo usado como um método de prognóstico, ou seja, reflete uma relação com o aumento da mortalidade e da permanência hospitalar. Os teores de colesterol estão relacionados à desnutrição, mas a redução do colesterol sérico pode se manifestar tardiamente, sendo uma limitação do uso para uma avaliação nutricional.
>>>>>>>>>>> O risco de desenvolver uma doença cardiovascular pode estar mais relacionado ao número de partículas de lipoproteínas aterogênicas no soro do que ao volume total de colesterol. As lipoproteínas séricas e as concentrações de colesterol implicam diretamente no desenvolvimento da aterosclerose e são afetadas por fatores modificáveis, como a dieta.<<<<<<<
Entretanto, a Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC) alterou, em 2017, os índices de colesterol total, visando diminuir alguns parâmetros para aqueles pacientes que estão em risco cardíaco. Agora, os valores desejáveis são abaixo de 190 mg/dl.
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LIPOPROTEÍNA DE BAIXA DENSIDADE (LDL)
❖ É a maior proteína carreadora de colesterol no plasma e a molécula lipídica MAIS ATEROGÊNICA no sangue.
❖ Carregador primário de colesterol no sangue – assim, os níveis totais de colesterol e de colesterol LDL estão altamente correlacionados.
❑ Maior parte do colesterol sérico está presente na LDL.
❑ Determina RISCO DE DOENÇA CARDIOVASCULAR.
❑ Classificação de acordo com risco cardiovascular (CV)
LIPOPROTEINA DE ALTA DENSIDADE (HDL)
❖Participa do transporte de colesterol dos tecidos para o fígado impedindo o seu depósito →transporte reverso do colesterol (HDL apresenta poder antiaterogênico).
❖ Relação inversa com o risco cardiovascular → efeito contrário exercido pela LDL.
❑ > HDL: condição MENOS ATEROGÊNICA
❑ < HDL: condição MAIS ATEROGÊNICA
❖ DM, hipertrigliceridemia associam-se à baixos valores de HDL.
TRIGLICERÍDEOS
❖Principal forma de armazenamento nos tecidos.
❖ Avalia a capacidade do organismo em metabolizar gordura.
❑ AUMENTADO: DM, dieta, Infarto.
❑ DIMINUÍDO: Síndrome de má absorção, desnutrição.
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AVALIAÇÃO LABORATORIAL MICRONUTRIENTES
Diversas doenças, como as cardiovasculares, o Alzheimer, o Parkinson, a doença intestinal
inflamatória, o câncer e até o envelhecimento, podem ser iniciadas devido a um elevado estresse oxidativo perante à oxidação de lipídios, ácidos nucléicos ou proteínas pelos radicais livres. Esse estresse
pode ser provocado em virtude de um aumento na geração de oxidantes, na redução da proteção por
parte dos antioxidantes e por uma falha em recuperar o dano oxidativo.
Observe a Figura abaixo, que exibe
os passos para manter o equilíbrio entre pró-oxidantes e os antioxidantes. Uma forma de avaliar o
nível de estresse oxidativo se dá pela quantificação das concentrações dos compostos antioxidantes nos
líquidos corporais. Segundo Mahan, Escott-Stump e Raymond (2012), há relação com a concentração
dos seguintes compostos:
• Vitaminas antioxidantes.
• Fitoquímicos dietéticos com propriedades antioxidantes.
• Minerais com papéis antioxidantes.
• Compostos e enzimas antioxidantes endógenas, como a superóxido a dismutase e a glutationa
peroxidase.
>>>>>>>>>> Uma em cada três pessoas no mundo é afetada pela deficiência de vitamina A, ferro e iodo. As manifestações clínicas dessas carências afetam a
população mundial em larga escala. Sendo assim, conhecer esse tema é
fundamental antes de prescrever um exame laboratorial. Sugiro a leitura
do manual indicado a seguir, com o intuito de entender as deficiências
para realizar o diagnóstico e a forma de prevenção.
Cadernos_Micronutrientes_MS[1].pdf <<<<<<<<<<<<<
ANEMIA - FERRO
A partir de alguns
exames laboratoriais, podemos realizar o diagnóstico da deficiência de ferro com base no teor de
hemoglobina, ferro sérico e ferritina. Todavia, um fato deve ser levado em consideração: ao utilizar
a hemoglobina para definir um quadro de anemia isoladamente, pode-se ter uma análise inadequada. Isso, porque ela é afetada tardiamente pela doença e, dessa forma, não será possível distinguir
a deficiência de ferro de outras anemias. Entretanto, mesmo considerando a baixa sensibilidade,
podemos caracterizar como um quadro de anemia os valores de hemoglobina sanguínea menores
que o limite de normalidade para a idade e o sexo.
tabela:
Idade | Idade Hemoglobina (g /dl)
Até 1 dia | 13,5 a 19,5
2 a 3 dias | 14,5 a 22,5
4 a 7 dias | 13,5 a 21,5
8 a 14 dias | 12,5 a 20,5
15 a 30 dias | 10 a 18
31 a 90 dias | 9 a 14
3 a 6 meses | 9,5 a 13,5
7 meses a 2 anos | 10,5 a 13,5
3 a 6 anos | 11,5 a 13,5
7 a 13 anos | 11,5 a 15,5
Acima de 13 anos:
Sexo feminino | 11 a 18
Sexo masculino | 13 a 20
A dosagem de ferro sérico também pode ser utilizada na avaliação de anemias, porém não pode ser usada como um parâmetro isolado. Visualize a Tabela abaixo, que apresenta os valores de referência para o ferro sérico. É possível encontrar níveis baixos de ferro sérico em:
• Perdas sanguíneas.
• Dieta inadequada.
• Doenças inflamatórias crônicas.
• Neoplasias.
• Síndrome nefrótica.
• Desnutrição.
tabela:
Ferro (μg /dl)
0 a 6 meses | 40-100
6 anos | 50-120
12 anos | 50-120
adulto | 50-170
Por fim, temos a ferritina, que é a principal proteína intracelular. Ela tem, como função, a reserva de ferro no organismo. O nível circulante de ferritina tem relação direta com a quantidade de ferro armazenado. No que diz respeito à análise, a ferritina é diminuída em quadros de anemia ferropriva e pode ser reduzida antes mesmo de um quadro anêmico se instalar. Um fato merece atenção, pois analisar a ferritina sérica de um paciente pode ser considerado o parâmetro mais sensível para verificar uma possível depleção de ferro, porém não é uma proteína específica para diagnosticar um quadro de anemia ferropriva, porque a ferritina pode estar elevada em alguns quadros de doenças, causando um certo aumento da síntese hepática.
Lee e Eunmi (2019) publicaram um estudo em que analisaram a associação entre o nível de ferritina sérica e vários tipos de adiposidade. Os estudiosos afirmam que o Índice de Massa Corporal (IMC) e a relação cintura-quadril se mostraram fortes preditores do nível de ferritina sérica. Além disso, a circunferência da cintura-quadril esteve relacionada aos níveis de ferritina sérica em pacientes obesos com síndrome metabólica e em pacientes americanos e chineses, sugerindo uma estreita relação entre a obesidade como síndrome metabólica e a concentração de armazenamento de ferro.
tabela:
Recém-nascidos | 25-200
1 mês | 200-600
6 meses | 50-200
Crianças | 7-140
Adultos (masculinos) | 15-200
Adultos (femininos) | 12-150
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GLICEMIA
Sintomas clássicos da DM incluem: Poliúria (muito xixi),
Polidipsia (muita sede) e Perda não explicada de peso.
❖Diagnóstico e monitorização de
pacientes com diabetes mellitus;
❖ Investigação de hiperglicemia e
hipoglicemia;
❖ Rastreamento de fatores de risco
cardiovascular.
Diabetes: maior ou igual a 126mg/dl
Pré-diabetes: entre 100-125mg/dl
Sem diabetes: menor ou igual a 99mg/dl
Critérios laboratoriais para diagnóstico de
normoglicemia, pré-diabetes e DM, adotados pela
SBD. sociedade brasileira de diabetes
HEMOGLOBINA GLICADA
(HBA1C) na tabela de cima tbm mostra hba1c
❖ Avalia o CONTROLE DA GLICOSE A LONGO PRAZO (reflete os níveis
sanguíneos médios de glicose pelo período de 2 – 3 meses).
❖ Quantidade de hemoglobina ligada à glicose → proporcional à concentração
plasmática.
❖ A dosagem deve ser realizada em todos os pacientes com diabetes
mellitus.
❖ Se o CONTROLE FOR SATISFATÓRIO, deve ser repetida A CADA 6 MESES;
❖ Nos casos de MAU CONTROLE OU MUDANÇA TERAPÊUTICA, repetir a
CADA 3 MESES.
❖DIABETES: HbA1c ≥ 6,5% a ser confirmada em outra coleta.
Dispensável em caso de sintomas ou glicemia ≥ 200 mg.
❖Indivíduos com alto risco para o desenvolvimento de diabetes: HbA1c
entre 5,7 e 6,4%.
❖Meta terapêutica (indivíduos JÁ diabéticos): HbA1c: 7 – 8%.
❖ Na nutrição, os exames bioquímicos possibilitam a
análise da individualidade bioquímica de cada
paciente, levando em consideração os sinais clínicos e
a avaliação dietética.
❖ Os indicadores bioquímicos, na nutrição, visam
fornecer meios de avaliar as alterações orgânicas e do
estado nutricional do paciente, com o intuito de
identificar os possíveis problemas nutricionais antes
mesmo de um sinal e/ou sintoma clínico de deficiência
e/ou excesso.